Sobre PLC 122 e o "tipo de gay que vai pra Parada Gay"

Sou bióloga formada pela Universidade de Brasília. Especialista em Biociências Forenses pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Estou terminando meu Mestrado em Genética Humana pelo Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal da Universidade de Brasília. Estudei no Colégio Marista de Brasília dos 3 anos de idade aos 18 anos. Fui coordenadora do Grupo Jovem do Marista durante três anos. Eu vou a Paradas Gays. Porque eu sou lésbica, pago impostos, namoro sério e quero casar e constituir a minha família.
Eu não luto pra você perder o seu direito de casar, mas para eu ganhar o meu direito de casar.
Eu não luto pra poder te ofender, te agredir ou te ferir de alguma maneira, mas para que os homofóbicos parem de me ofender, agredir ou ferir de alguma maneira.

O que vocês ainda não conseguiram entender é que a HOMOFOBIA (alvo da PEC tão ferenhamente atacada por Myrian Rios e do PLC 122) é um crime de ÓDIO.
Para vocês, um homossexual apanhar na rua é apenas agressão, lesão corporal.

Pergunto, então: se um negro ou um judeu forem espancados em via pública por um neonazista, é também só lesão corporal?

A resposta, prezados, é que não, não é apenas lesão corporal. É crime de ÓDIO. E, por isso, é punido mais severamente do que a lesão corporal sozinha. É um qualificador, agravante do crime.
O mesmo acontece quando um homossexual é espancado, assassinado, agredido verbalmente. A motivação do crime é: EU NÃO GOSTO DO FATO DE VOCÊ NÃO VIVER COMO EU VIVO, EU TENHO NOJO DE VOCÊ EXISTIR. É, também, um crime de ódio.

Se você é um heterossexual que não discrimina, não agride e não ofende homossexuais, não tem porque se preocupar com a PEC e a PLC. Afinal, ela não vai fazer diferença alguma na sua vida.

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