Desabafos, o retorno
Meu blog não é um blog de utilidades públicas.
É um diário-desabafo.
só escrevo nele quando estou precisando e, na maioria das vezes, porque estou triste.
Quando não consigo ou não posso falar as coisas pra quem está perto, escrevo aqui.
Eu tenho uma enorme dificuldade com palavras. Música... Músicas traduzem mais os meus sentimentos e eu consigo me expressar através delas. Mas palavras... essas nunca foram o meu forte.
Nunca soube organizar meus pensamentos de uma forma lógica, coesa: eles sempre ficam parecendo recortes de vários momentos do meu dia, ao invés de um texto corrido, escrito numa sentada à frente do computador.
São desabafos.
Quando as coisas estão ruins, eu escrevo um pouco.
Quando eu estou triste, também.
Quando está tudo muito, muito, muito bem, acho que o blog merece a referência de algumas linhas.
O blog é preto. Justamente por isso.
Ele foi criado num momento de tristeza, e é alimentado sempre que essa tristeza toma conta de mim, por qualquer motivo que seja.
Ultimamente ando frustrada.
Frustrada, triste, cansada.
Sinto como se o mundo inteiro estivesse em cima das minhas costas, e todas as minhas responsabilidades triplicaram em número e relevância.
Ao mesmo tempo em que reconheço isso, sento-me inerte na cama. O computador no colo, navego a esmo, perco-me em sonhos, pensamentos...
No fim das contas, planejo, planejo, planejo. Mas nada sai do lugar.
Os trabalhos da faculdade ficam todos para o último minuto; o mestrado está parado, com a constante cobrança e promessa de que "amanhã eu retomo os experimentos"; os concursos estão chegando, e eu estou sempre adiando os estudos; o namoro tá em pausa.
O que mais me machuca, nisso tudo, é o namoro estar em pausa. Claro que o acidente não foi uma opção, mas eu sinceramente achei que o namoro seria afetado minimamente por ele. Eu tenho esse defeito: sempre acredito que meus amores são mais fortes que as adversidades. E eu sempre me frustro descobrindo que não, não são. E o que mais me mata: eu sou largada sempre pensando ainda que poderia fazer mais.
Sou uma utopicamente romântica. E tenho medo de me tornar fria, gélida, se tentar mudar...
Aos poucos tenho aprendido que a tudo se sobrevive. Sofre-se um pouco, mas se sobrevive.
E isso têm ficado cada vez mais claro na minha cabeça, o que faz com que eu sinta meu coração um pouco mais frio a cada constatação...
Como medir? Como dosar? Como achar o equilíbrio?
Como não me abalar? Como não lamentar? Como não sofrer?
Procuro as respostas pra essas perguntas toda vez que alguma coisa sai do planejado, quando alguma coisa dá errado, quando esse negro vazio toma conta de mim.
Será que devo procurá-las também quando estiver tudo bem, quando eu estiver feliz?
E, na verdade, o que é felicidade?
Como é ser feliz?
Quando eu sou realmente feliz?
Felicidade é ausência de tristeza, ou é algo mais?
Felicidade é ausência de problemas, ou enfrentá-los e superá-los?
Hoje eu sou o vazio. Hoje eu procuro essas respostas.
É um diário-desabafo.
só escrevo nele quando estou precisando e, na maioria das vezes, porque estou triste.
Quando não consigo ou não posso falar as coisas pra quem está perto, escrevo aqui.
Eu tenho uma enorme dificuldade com palavras. Música... Músicas traduzem mais os meus sentimentos e eu consigo me expressar através delas. Mas palavras... essas nunca foram o meu forte.
Nunca soube organizar meus pensamentos de uma forma lógica, coesa: eles sempre ficam parecendo recortes de vários momentos do meu dia, ao invés de um texto corrido, escrito numa sentada à frente do computador.
São desabafos.
Quando as coisas estão ruins, eu escrevo um pouco.
Quando eu estou triste, também.
Quando está tudo muito, muito, muito bem, acho que o blog merece a referência de algumas linhas.
O blog é preto. Justamente por isso.
Ele foi criado num momento de tristeza, e é alimentado sempre que essa tristeza toma conta de mim, por qualquer motivo que seja.
Ultimamente ando frustrada.
Frustrada, triste, cansada.
Sinto como se o mundo inteiro estivesse em cima das minhas costas, e todas as minhas responsabilidades triplicaram em número e relevância.
Ao mesmo tempo em que reconheço isso, sento-me inerte na cama. O computador no colo, navego a esmo, perco-me em sonhos, pensamentos...
No fim das contas, planejo, planejo, planejo. Mas nada sai do lugar.
Os trabalhos da faculdade ficam todos para o último minuto; o mestrado está parado, com a constante cobrança e promessa de que "amanhã eu retomo os experimentos"; os concursos estão chegando, e eu estou sempre adiando os estudos; o namoro tá em pausa.
O que mais me machuca, nisso tudo, é o namoro estar em pausa. Claro que o acidente não foi uma opção, mas eu sinceramente achei que o namoro seria afetado minimamente por ele. Eu tenho esse defeito: sempre acredito que meus amores são mais fortes que as adversidades. E eu sempre me frustro descobrindo que não, não são. E o que mais me mata: eu sou largada sempre pensando ainda que poderia fazer mais.
Sou uma utopicamente romântica. E tenho medo de me tornar fria, gélida, se tentar mudar...
Aos poucos tenho aprendido que a tudo se sobrevive. Sofre-se um pouco, mas se sobrevive.
E isso têm ficado cada vez mais claro na minha cabeça, o que faz com que eu sinta meu coração um pouco mais frio a cada constatação...
Como medir? Como dosar? Como achar o equilíbrio?
Como não me abalar? Como não lamentar? Como não sofrer?
Procuro as respostas pra essas perguntas toda vez que alguma coisa sai do planejado, quando alguma coisa dá errado, quando esse negro vazio toma conta de mim.
Será que devo procurá-las também quando estiver tudo bem, quando eu estiver feliz?
E, na verdade, o que é felicidade?
Como é ser feliz?
Quando eu sou realmente feliz?
Felicidade é ausência de tristeza, ou é algo mais?
Felicidade é ausência de problemas, ou enfrentá-los e superá-los?
Hoje eu sou o vazio. Hoje eu procuro essas respostas.
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